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Sean Wilhelm.  
Palavras trites na maioria das vezes, não são bonitas, palavras de ódio não te fazem sonhar e esperar por um mundo melhor, mas você se identifica com cada frase por mais estranhas que elas sejam, você se identifica com cada lágrima derrubada sobre a folha, com cada desespero traduzido nas linhas que instigam a curiosidade em saber o que levou alguém ao ápice do desespero, à desistência. Não gostamos de admitir que temos um interesse irretratável pela dor à um ponto tão intenso que nos sentimos parte do que foi escrito, temos um amor insano pela escuridão. Poucos admitem a paixão pelo lado sombrio da vida. O que é uma pena.
Augusto Soares.
Eu nunca te vi, mas já encontro teus lábios nos meus. Eu nunca te enxerguei, mas já sinto o teu chamego em oposição a minha frieza. Eu nunca lhe senti, mas já sinto meu coração estremecer toda hora que diz que vai embora. Eu nunca fui bom com as palavras, mas, por ti, busco-as no fundo da minha alma. Veja bem, eu nunca fui alguém muito profundo: sempre fui raso e sempre deixei-me levar pelas ondas da depressão humana. Nunca presenciei um amor que quebrasse barreiras. Em nenhum momento acreditei que eu seria um país, que amaria alguém que vivesse longe de mim. A minha mentalidade sempre foi romântica; sempre sonhei em ter uma casa, dois filhos e um cão, mas nunca passou pela minha cabeça que seria com alguém que morasse a mais de duzentas milhas de mim. O amor possui suas curiosidades e seus obstáculos. Amar dói, meu bem. Machuca muito e a saudade que sinto por ti sempre quando some, despedaça cada tecido presente dentro de mim. O meu coração sangra juntamente com a minha alma quando não quer manifestar o sentimento recíproco por mim. Sinto-me um pouco mais morto no teu adeus e um pouco mais perto do céu com a tua chegada. Você me ensinou que sentir rasga, mas ao mesmo tempo costura. Você me ensinou que dói viver um sentimento longínquo e que até as mais fabulosas fragrâncias possui seu veneno. Mas, acima de tudo, me ensinou que tudo isto que meu corpo submetesse, valerá a pena. O nosso “pra sempre” está logo ali, esperando para ser escrito por estas mãos rugosas e trêmulas. Sob tudo, o nós, me ensinou que sentir é torturante, mas não sentir, é o mesmo que morrer.
Outono.
Não era só um “gostar”, mas também não era um “amar”, era algo entre eles, não sei explicar, o estômago esfriava, batia um calafrio, um arrepio na espinha. E aquela tal frase, “Sentia borboletas voarem no seu estômago”. Era real, eu as sentia mesmo, e não queria saber o que era, sei que era bom.
Gabito Nunes. 
A realidade é que, enquanto você cintila por aí, eu me sinto estagnado, diminuído, depreciado, ultrapassado. Claramente você passou de fase, é isso é uma coisa boa, não é ruim. Não estou jogando a culpa na sua cara, e também não estou assumindo. Apenas estamos diante das coisas como são, tentando fazer força para o controle voltar para nossas mãos. É como diz naquela canção pop, nada mais será o que foi um dia. Nosso maior erro, talvez, é sempre tentar recomeçar a partir de um fim.
Charles Bukowski.
Com as mulheres, havia esperança com cada uma, mas isso era no princípio. Mesmo no começo, eu saquei, parei de procurar a Garota Ideal; eu só queria uma que não fosse um pesadelo.
Legião Urbana. 
Uma menina me ensinou quase tudo que eu sei, era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei. Ela fazia muitos planos, eu só queria estar ali sempre ao lado dela, eu não tinha aonde ir. Mas, egoísta que eu sou me esqueci de ajudar, a ela como ela me ajudou e não quis me separar. Ela também estava perdida e por isso se agarrava a mim também, e eu me agarrava a ela porque eu não tinha mais ninguém… E eu dizia, ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo… Sei que ela terminou e que eu não comecei e o que ela descobriu eu aprendi também, eu sei. Ela falou: “Você tem medo.” Aí eu disse: “Quem tem medo é você.” Falamos o que não devia, nunca ser dito por ninguém. Ela me disse: “Eu não sei mais o que eu sinto por você vamos dar um tempo um dia a gente se vê.” E eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo…
Ivalentim
E então você se cansa. Cansa dessa confusão toda, cansa desse nó na garganta, cansa de se sentir mal. Resolve desistir. E, por mais covarde que seja, é seu grande ato de coragem. Desistir de algo que se ama tanto, aliás, é o ato mais corajoso que alguém pode ter. Mais corajoso e mais doloroso também. Se vale a pena, eu ainda não sei. Só não dava mais pra continuar assim.
Café a Dois. 
Por qual motivo somos rudes com os outros e não conosco? Por qual motivo apontamos o dedo para o erro do outro, se fazemos o mesmo ou até pior? Por qual motivo odiamos o desconhecido? Por qual razão nos excluímos da convivência social, se no final somos seres dependentes um do outro? Por qual razão procuramos fazer com nos é conveniente e nem sempre é adequado? Qual o motivo ao certo de nem sempre escolher o caminho correto? Ou a razão predominante de ser um ser errante?
CS Lewis.
Amar é ser vulnerável.
John Piper.
Nunca ouvi alguém dizer: ‘As lições mais profundas da minha vida vieram por meio de tempos de conforto e tranqüilidade’. Mas já ouvi santos fortes dizerem: ‘Todo avanço significativo que fiz em assimilar as profundezas do amor de Deus e em crescer na comunhão com Ele veio por meio do sofrimento.’